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Impulsionada pela alta de preços dos combustíveis e dos alimentos, prévia da inflação passa de 10% em 12 meses



Impulsionada pela alta de preços dos combustíveis e dos alimentos, a prévia da inflação oficial brasileira acelerou em novembro e chegou a 10,28% no acumulado em 12 meses.

É a primeira vez que a prévia da inflação registra uma taxa de dois dígitos, para um período de 12 meses, desde novembro de 2003 (12,69%), segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo IBGE.

Só no mês isoladamente, o IPCA-15 foi de 0,85% -acima de outubro deste ano (0,66%) e do mesmo mês do ano passado (0,38%). É o maior índice para o mês desde 2010 (0,86%).

O índice passou a acumular assim uma alta 9,42% no ano. Faltando um mês para o fechamento de 2015, o mercado avalia que a inflação pode terminar este ano na casa dos dois dígitos.

Com a inflação acima do teto da meta de 6,5%, o presidente do Banco Central terá que publicar carta aberta ao ministro da Fazenda, no início do ano que vem, justificando porque não cumpriu a meta de inflação.

Ao longo deste ano ano, a inflação foi impactada sobretudo pelo aumento dos preços administrados pelo governo, como energia elétrica, gasolina, gás de botijão e jogos de azar, por exemplo.

São preços que, em parte, foram represados no passado para evitar uma inflação maior. O caso mais evidente disso é o da gasolina da Petrobras, que foi uma das maiores fontes de pressão em novembro.

Ao lado do desemprego, a inflação alta é considera uma das faces mais cruéis da crise. Inflação alta é ruim porque corrói a renda das famílias -o preço dos produtos e serviços sobe mais do que a reposição salarial.

OUTUBRO

Um dos destaques do mês de outubro, o preços da gasolina aumentou 4,70% em novembro, reflexo do reajuste de 6% do preço do combustível promovido pela Petrobras nas refinarias, em vigor desde o fim de setembro deste ano.

Rodrigo Alves Melo, economista-chefe da Icatu Vanguarda, diz que a gasolina foi pressionada também pelo aumento do álcool anidro, que é misturado à gasolina vendida nos postos de combustíveis.

O IBGE não mede o preço do álcool anidro, que não é vendido diretamente aos consumidores. Mas o álcool hidratado (também conhecido como etanol) pode ser considerado uma referência e teve alta de 12,53% em novembro.

O preço do açúcar subiu no mercado internacional, entre outros fatores, pela perspectiva de que o fenômeno El Niño afete a produção. Isso provocou uma alta, a reboque, dos preços do do etanol.

O etanol ficou mais caro também simplesmente porque o preço da gasolina subiu. Com os produtos concorrem nas bombas, o aumento da gasolina deu margem para o aumento de preços também do etanol.

O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA, que mede a inflação da famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A diferença é o período de coleta de preços, que este mês foi de 15 de outubro a 12 de novembro.

GRUPOS

Com o reajuste do preço dos combustíveis no mês, a prévia da inflação do grupo de transportes acelerou de 0,80% em outubro para 1,45% em novembro. O grupo também foi afetado pelos ônibus urbanos (0,76%).

O transporte foi assim o grupo que mais impactou a inflação do mês de novembro. Sozinho, respondeu por 0,27 ponto percentual da alta de 0,85% da inflação no mês, segundo divulgou os dados do IBGE.

O grupo alimentação e bebidas também voltou a acelerar na prévia da inflação. Os preços do grupo subiram 1,05% no mês e foram responsáveis por 0,26 ponto percentual do IPCA-15 de novembro.

O setor de alimentos é afetado por um regime adverso de chuvas e também porque está entre os que mais rapidamente repassa a valorização do dólar para seus produtos, segundo economistas.

Os destaques de alimentos em alta no mês foram tomate (12,23%), açúcar cristal (9,61%) e açúcar refinado (7,94%), além do arroz (4,10%) e do frango inteiro (3,96%).

O câmbio afeta porque os produtores têm custos em atrelados ao câmbio, como no caso dos fertilizantes. E também porque alguns produtos são cotados no mercado internacional, em dólar.

“Quando o câmbio se valoriza, o produtor é atraído para a exportação. Isso reduz um pouco a oferta para o mercado doméstico e acaba contribuindo para pressionar os preços”, disse o economista-chefe da Icatu Vanguarda.

Outro impacto foi do grupo habitação, muito influenciado pelos reajustes de energia elétrica. A inflação prévia do grupo foi de 0,74% em novembro, ainda que abaixo dos 1,15% do mês anterior, informou o IBGE.

A inflação da energia elétrica foi de 0,95%.

Um dos destaques da inflação do mês foi o reajuste da tarifa de energia elétrica da concessionária Light, do Rio de Janeiro. No início de novembro, a companhia fez um aumento médio de 16,78% nas tarifas.

Folha Press

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