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Estudantes só vão testar mudanças no ensino médio em 2019



O governo federal conseguiu aprovar no Senado uma medida provisória que implementa mudanças no ensino médio, a etapa educacional oferecida a jovens de 15 a 17 anos que antecede a entrada para a universidade e a formação em nível superior. Porém, somente a partir de 2019 é que os estudantes de escolas públicas e privadas do País poderão, efetivamente, testar o novo sistema.


A Medida Provisória nº 746, a chamada "reforma do ensino médio", foi aprovada de supetão, com apoio de 43 senadores na noite desta quarta-feira (08/02), dando provas da força da base parlamentar do governo. Na próxima semana, o texto deve ser sancionado pelo presidente Michel Temer. A votação foi alardeada pelos governistas como uma grande conquista política, ainda que seus efeitos práticos não possam ser sentidos nos próximos dois anos.

Hoje, os alunos do ensino médio estudam 4 horas por dia e são obrigados a cursar 13 disciplinas. A reforma aumenta a carga horária diária para 5 horas e introduz uma nova lógica curricular: 60% das disciplinas serão obrigatórias, mas divididas em quatro grandes áreas de conhecimento: linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e matemática.

O restante da grade curricular, os outros 40%, será cursada conforme as preferências de cada estudante, que poderá escolher, entre essas quatro áreas, a qual dará ênfase. Haverá também a opção de o aluno, nesses 40%, concluir o ensino profissionalizante.

Bases indefinidas

A grande questão é que, para que essa nova lógica de ensino seja experimentada, é preciso, antes, que o Ministério da Educação (MEC) defina as diretrizes de ensino de cada uma dessas quatro áreas de conhecimento. Essas definições devem constar na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, depois de concluídas, serão enviadas para análise do Conselho Nacional de Educação. Esse processo é longo.

O MEC prevê que, em setembro, a base curricular comum estará concluída, e que os debates no Conselho de Educação terminem no máximo até dezembro deste ano. Segundo o ministério, nada impede que as redes de ensino que se sentirem preparadas possam iniciar as mudanças já em 2018.

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