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Multinacional quer pesquisar a existência de scheelita em Nova Cruz, RN



O ano de 2017 iniciou com uma nova expectativa de resultado para o setor de mineração. O Departamento Nacional de Produção Mineral no Estado do Rio Grande do Norte-DNPM, órgão do Governo Federal responsável pela autorização de pesquisa e exploração de todos os minérios, registrou pela primeira vez um pedido para pesquisa de scheelita na região de Nova Cruz.
A solicitação foi apresentada pela Neiman Mineração Brasil LTDA., empresa do Neiman Group, multinacional instalada no País, com capital espanhol e americano. De acordo com o engenheiro de minas da empresa e consultor da Federação das Associações de Engenheiros de Minas do Brasil-FAEMI, Ranieri de Araújo Pereira, a empresa está apenas aguardando a autorização do DNPM para começar a pesquisar a existência da scheelita na área de Nova Cruz. “Temos conhecimento de que existe esse minério naquela região e é isso que vamos comprovar para, posteriormente, começarmos a explorar”, explicou Ranieri.
A pesquisa, na qual serão identificados o volume de minério existente na área e a viabilidade de exploração, deverá durar de dois a três anos. Após a autorização para exploração, prevista para sair dentro de um mês, a empresa firma um contrato com o proprietário da área para dar início à exploração no local. “O trabalho irá necessitar da contratação de mão de obra, aquisição e aluguel de máquinas e equipamentos, fatores que irão gerar renda e emprego para o estado. A scheelita extraída será destinada ao mercado externo, possibilitando também a entrada de divisas”, enfatizou o engenheiro de minas da Neiman Mineração Brasil LTDA.
O Rio Grande do Norte exportou em 2016 cerca de US$ 2,0 milhões em scheelita para um volume equivalente a 212 toneladas, de acordo com dados obtidos pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC). O mercado internacional encontra-se ainda saturado, de acordo com a publicação internacional Mineral Commodity Summaries (versão 2016), dominado pelo excesso de oferta da China, maior produtor mundial, mas também maior consumidor global desse minério. A redução do crescimento econômico chinês impôs uma forte queda na demanda no período mais recente e, por isso, redução no preço.
Em 2015 o resultado das exportações do Estado foi bem melhor, com cerca de US$ 3,4 milhões e 312 toneladas enviadas ao exterior. O preço no mercado internacional caiu 13% em 2016, quando a tonelada/média foi comercializada a US$ 9,4 mil, contra US$ 10,9 mil em 2015.
“No Brasil a exploração de scheelita para exportação é de origem praticamente exclusiva nas minas do Rio Grande do Norte, localizadas no Seridó. Com a perspectiva do novo investimento registrado na região de Nova Cruz, se confirmados os primeiros dados das reservas na região, será a oportunidade de crescimento de um novo polo no setor mineral do Estado”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo.
Scheelita no Rio Grande do Norte
A origem da scheelita no Estado data de 1943 quando o DNPM registrou oficialmente a primeira pesquisa na Mina Brejuí, no município de Currais Novos. Desde então, o Seridó recebeu diferentes investimentos, inclusive em outros municípios, como Bodó, para a exploração desse rico minério, conhecido pelos especialistas pelo símbolo químico “W”.
O tungstênio-scheelita é um dos minérios mais resistentes já encontrados na natureza e foi por causa de sua aplicação na indústria, inclusive bélica, que encontrou expansão durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, outras aplicações industriais, menos conhecidas, estão presentes em nosso dia a dia, tal como nos filamentos de lâmpadas incandescentes.
Poucos países no mundo, além do Brasil, são produtores de tungstênio. A China detém cerca de 60% das reservas mundiais, segundo o relatório da Mineral Commodity Summaries, e produz cerca de 80% da demanda mundial; outros países produtores são Canadá, Cazaquistão, Estados Unidos e Rússia.

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