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WhatsApp disponibiliza nível extra de privacidade para mensagens

O WhatsApp afirma que é um dos serviços de mensagens mais seguros disponíveis, pois oferece criptografia de ponta a ponta. Isso significa que qualquer mensagem interceptada não pode ser lida.

Agora o aplicativo de mensagens introduziu uma grande atualização de segurança, trazendo a confirmação em duas etapas no login. A verificação em duas etapas impedirá que intrusos ativem e enviem mensagens através do WhatsApp remotamente, usando o número de telefone de um usuário, sem um código de acesso de seis dígitos.

O código será exigido sempre que alguém fizer login na conta em um novo dispositivo. O recurso foi testado em um pequeno número de telefones desde novembro, mas agora está começando a ser disponibilizado em Android, iOS e Windows Phone. Para ativar o novo recurso, os usuários devem ir para a página de configurações, selecionar “Conta”, selecionar a “Verificação em duas etapas”. Depois disso, podem ativar o novo recurso selecionando “Habilitar”. Em seguida, o aplicativo pede aos usuários que forneçam um endereço de e-mail e selecionem um código de verificação de seis dígitos.



O WhatsApp não tornou obrigatório que os usuários digitem seu endereço de e-mail, mas com ele, será muito mais fácil recuperar sua conta se esquecer a senha. “Este endereço de e-mail permitirá que o WhatsApp lhe envie um link por e-mail para desabilitar a verificação em duas etapas caso você esqueça sua senha de seis dígitos e também para ajudar a proteger sua conta”, disse a empresa na página de FAQ do recurso.

A empresa afirma que seu aplicativo pedirá aos usuários que reativem seu código periodicamente para ajudá-los a se lembrar dele. Uma vez que a verificação em duas etapas é ativada, ninguém será capaz de configurar uma conta do WhatsApp com o número de telefone desse usuário sem a senha. Atualmente, o novo recurso do WhatsApp pode ser desativado diretamente de um telefone sem digitar a senha. Assim se o telefone de um usuário for roubado, seu WhatsApp ainda não estará seguro.

Mesmo assim, o processo de verificação ajuda a proteger os usuários de tentativas remotas de acessar sua conta. Embora o WhatsApp seja considerado um dos aplicativos de mensagens mais seguros disponíveis, a empresa teve um grande problema de segurança no mês passado. Uma falha que permite que o Facebook e outros interceptem e leiam mensagens criptografadas no WhatsApp foi encontrada por um pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

O Facebook, que comprou o WhatsApp há dois anos, afirma que ninguém pode interceptar mensagens do WhatsApp, nem mesmo a empresa ou seu pessoal. Mas a forma como a criptografia é implementada significa que a empresa poderia ler mensagens, afirmou o pesquisador. Os ativistas chamaram essa falha de “uma enorme ameaça à liberdade de expressão“. A falha de segurança foi descoberta por Tobias Boelter, um pesquisador de criptografia e segurança da Universidade da Califórnia em Berkeley.

“Se a WhatsApp for solicitada por uma agência governamental para divulgar seus registros de mensagens, ela pode efetivamente conceder acesso devido à mudança nas chaves“, disse Boelter ao The Guardian. Com criptografia de ponta a ponta, as mensagens são visíveis somente para a pessoa que as enviou e os indivíduos que foram destinados a receber. O sistema funciona usando um “bloqueio” para proteger mensagens entre indivíduos ou em um bate-papo em grupo.

Esse bloqueio é emparelhado com uma “chave” distinta, que apenas o remetente e os destinatários têm. Isso é projetado para bloquear criminosos, hackers, “regimes opressivos” e até funcionários da WhatsApp, mantendo seus dados confidenciais, disse a empresa. Mas o WhatsApp tem a capacidade de forçar novas chaves de criptografia para usuários off-line. Ele também pode forçar o remetente a criptografar mensagens com novas chaves e enviá-las novamente – no caso de mensagens que não tenham sido marcadas como entregues – sem que ele esteja ciente. Essa retransmissão permite que o WhatsApp intercepte e leia as mensagens dos usuários.

Jornal Ciência via Daily Mail

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